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No âmbito de uma política social que se vem orientando para potenciar a eficácia social das medidas de intervenção, a partir da articulação estreita entre prioridades globais e especificidades locais, de incentivo à mais valia das relações de cooperação e de parceria entre organismos públicos e iniciativa social privada, à progressiva territorialização da intervenção social, à rentabilização da práticas e das estruturas de solidariedade já existentes e ao reconhecimento da importância do sector social, pelo crescimento registado e pela sua capacidade de intervenção (integrando em todo o país uma verdadeira rede de solidariedade e protecção social) decidiu o Conselho de Ministros (Resolução n.º 197/97) fazer o reconhecimento público da identidade e valores desta realidade, fomentar a formação de uma consciência colectiva responsável dos diferentes problemas sociais que atende e incentivar redes de apoio social integrado de âmbito local.

A emergência de novos processos de exclusão social e a persistência de fortes desigualdades pessoais e espaciais, subjacentes à problemática da pobreza estrutural, põem hoje em evidência a necessidade urgente de uma nova visão estratégica de combate às desigualdades e às lacunas existentes no nosso sistema de protecção social aos indivíduos e famílias. Surgem novos tipos de necessidades e novos tipos de desafios que é preciso identificar, por forma apostar-se na construção de uma sociedade humana e desenvolvida, espacial e ambientalmente equilibrada.

É hoje convicção que a pobreza e exclusão social são consequência de vários factores e que, por isso, tocam todos os sectores da sociedade, como o económico, o social, o cultural, o ambiental, devendo, para a combater eficazmente, compatibilizar-se e articular-se todas as políticas sectoriais e todos os esforços ao nível local, as relações entre as pessoas, o voluntariado social, a emergência de organizações benévolas e locais e as empresas de inserção, contribuem certamente para uma nova paisagem social que se quer dinâmica, activa e interventora.

É no local que os problemas acontecem e terá de ser lá que deverão ser encontradas as soluções para os resolver, de forma integrada e ajustada ao indivíduo ou família, envolvendo todas as entidades que actuam numa comunidade. São vários os serviços da administração pública, central e local, e as organizações privadas, que deverão duma forma sistemática actuar em conjunto, evitando que as pessoas sejam encaminhadas de um serviço para outro, onde são tratadas de uma forma parcelar e sem um projecto único e coerente.

Há que encorajar cada vez mais o alargamento dos campos de acção das várias entidades, diversificando espaços de escuta e de informação, privilegiando o desenvolvimento de uma atitude personalizada e uma abordagem integrada, para públicos com maior dificuldade.

Promover as parcerias de terreno, que de uma forma articulada, possam contribuir para uma união de esforços, para resolver ou encaminhar os problemas individuais e ou familiares, sem esquecer os recursos dos próprios e do meio, é certamente uma forma de se conseguir uma actuação eficaz e mais próxima de quem precisa de apoio, contribuindo para o diagnóstico das necessidades locais e para o planeamento de acções futuras, tendo em vista o desenvolvimento local. Chegar a projectos colectivos, mais do que multiplicar acções isoladas, implica reunir competências múltiplas e favorecer o desenvolvimento de acções intersectorias, por parte de diferentes organismos que se esforçam por ajustar os seus modos de funcionamento e articular os seus modos de intervenção, para melhor se adaptarem à complexidade e gravidade das situações sociais.

Assim, é fundamental ao nível do local, organizar recursos, facilitar e clarificar projectos individuais e ou colectivos e avaliar os recursos já existentes, partindo preferencialmente do contacto directo com as pessoas.

É neste contexto que encontra sentido trabalhar por projectos, desenhados à escala do território, numa acção planeada enquanto agentes de desenvolvimento local, mobilizadores de recursos, criadores de riqueza e estimuladores de energias pessoais e da participação.

Neste sentido a Comissão Social de Freguesia de S. Domingos de Rana está inserida no Programa da Rede Social (decreto-lei nº. 115/2006 de 14 Junho) decorrente do Conselho de Ministros nº 197/97. Está orientada para potenciar a eficácia e coesão social, valoriza um trabalho de parceria alargada, englobando os vários actores sociais, de diferentes áreas científicas, com diferentes posturas profissionais. É um órgão agregador de articulação e de concentração de recursos com vista ao desenvolvimento local.

Como já foi explicitado a grande inovação do Projecto – Rede Social reside no facto de se começar a definir as políticas sociais em função da realidade existente no terreno, tornando protecção social mais eficaz, na partilha de recursos e responsabilidades; atribuindo às instituições Públicas e privadas, cidadãos e respectivas organizações, a função de determinar o seu próprio desenvolvimento.

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